Quem sou eu e o que este blog.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Bourbon Festival Paraty 2012 - Fotos

Como eu estava em Paraty, assisti ao Bourbon Festival Paraty 2012 (O site parece exigir flash player, coisa fora de moda e cafona. Não digo o conteúdo, que não consegui ver, e sim, exigir flash flash player está ficando cafona e brega.). Foi muito legal, e ajudando um amigo na cobertura consegui acesso aos bastidores também.


Este ano o palco principal, o Palco da Matriz, mudou de lugar, mas não foi para longe. Foi para praticamente o outro lado da praça, para um espaço maior, o estacionamento ao lado da Igreja Matriz.

Tiveram vários eventos mas acompanhei basicamente só o palco em frente da Igreja Santa Rita, o meu preferido, e o palco da que mencionei acima. Acompanhar tudo e fotografar é cansativo. Fora o trabalho de catalogar etc. Terminei a catalogação cerca de uma hora atrás (madrugada de terça-feira), e vou escolher as fotos conforme escrevo o artigo.

A previsão era de muita chuva em todos os dias, mas só teve pouca em um dia. Nada que realmente atrapalhasse o evento.

Segundo informações, o Bourbon Festival, em sua quarta edição, se tornou o terceiro maior evento de Paraty, só perdendo para a FLIP e o Festival da Pinga. A cidade encheu de adoradores da boa música.

Nos intervalos e depois dos shows, tinha o Dj Crizz para manter as pessoas ligadas.


Como em edições anteriores a Orleans St. Jazz Band passeou pela cidade atraindo uma procissão de pessoas para assistir ao show nos palcos. Fizeram isto para o Palco da Matriz e no Palco da Santa Rita.


No primeiro dia (dia 1/6, sexta-feira) só teve shows noturnos. Foi no Palco da Matriz.

A noite abriu com a apresentação de Cynthia Girtley.


Abaixo acompanhada por seu grupo:


A seguir foi o show do Delfeayo Marsalis Quintet:







E a noite terminou com a banda Reverendo Franklin






E teve uma breve participação especial no show.

Aos rapazes da banda acima. Não fiquem tristes, pois fotografei vocês também. Algumas das fotos estão no álbum que indico no final deste artigo.

Dia 2, Sábado

No sábado comecei no Palco Santa Rita. Cheguei atrasado, mas deu para pegar parte do show do Dedeca, um músico da cidade.




 Agora vejam nas fotos abaixo por que eu acho o Palco Santa Rita o mais legal:



É um conjunto de cenário, espaço, o final da tarde e a luz natural (mas esta termina durante os shows), o por do sol, o público sentado na grama etc. É mais livre, mais tranquilo.

Houve uma mudança na ordem das apresentações no festival. Depois foi a apresentação do Donny Nichilo, e foi quando anoiteceu.








Um pouco de foto de bastidores, com os organizadores do evento e a as cantoras do próximo show, Honey Larouchelle e Erica Dee.


E agora o show delas:





Tive que sair antes de final deste show. Cheguei em cima da hora para o show do Palco da Matriz, mas foi muito bom, pois peguei a Orleans St. Jazz Band em seu ambiente, na rua, e fui com eles para o show.



A noite começou com o show do Roy Rogers & The Delta Rhythm Kings. Foi um show muito bom, muito legal, e nos bastidores vi que o Roy Rogers era muito simpático.





O baterista era uma figura.

Depois se seguiu o show da São Paulo Ska Jazz.




E no meio do show entra a Fernanda Porto.



O último show da noite foi do Shamarr Allen & The Underdawgs. Foi um show muito legal, e um dos bis mais doidos que já vi. Espere para ver as fotos. Aliás, terão mais no álbum de bis, no final do artigo. Na primeira foto é ele nos bastidores se preparando para o show.


E agora... O show:







 o show foi ficando mais doido e empolgante ainda...







E a plateia enlouquecida pediu bis, mas não um, pediu 20. E ele aumentou o nível da loucura.

Um dos percursionistas abriu o bis.


O Shamarr tirou a camisa, e a lançou ao público.


O percursionista desceu do palco e passeou junto á plateia.


E Shamarr foi além:



Pode-se dizer que a plateia foi ao delírio.

Uma amiga minha ganhou a palheta do guitarrista, e foi à loucura. Se ela me autorizar, atualizo aqui com a foto dela.

E para terminar, o percursionista volta ao palco para uma última provocada da plateia.


O  Shamarr é muito simpático. E o guitarrista também. Conversei com eles depois do show. Mostrei fotos no tablet, e até enviei uma foto para o guitarrista.


Tinha um visitante ilustre nos bastidores, que não se apresentou no palco, mas deu atenção a todos, foi paparicado por todos, não recusou foto com ninguém, porém não deu nenhum autógrafo.

Dia 3, Domingo

Terceiro e último dia.

Como o festival aconteceu em uma lua cheia, aconteceu também uma atração especial, a Maré Alta.




Como de costume no festival, a Orleans St. Jazz Band arrastou quem estava à solta pela rua para o show da tarde, e depois para o da noite.



Eles continuaram a apresentação no Largo de Santa Rita, enquanto preparavam o início dos shows no palco.


A apresentação do Duofel começou com sol forte do final de tarde.





Abaixo uma das coisas legais deste espaço de shows.


O Sol baixou, e a luz do palco passou a ser importante. E a dupla começou a mostrar formas diferentes de tocar seus instrumentos.


E terminaram com cantando uma das músicas mais interessantes e doidas... Surfe Ferroviário... "Olhe o poste."

A Lua Cheia fez a sua presença.


Anunciaram que um jovem músico, que não estava no programa, iria tocar 3 músicas. Ele tinha sido descoberto em um concurso de música e estava estudando música na Escola de Música da UFRJ. O que eu pensei, um adolescente perto dos 18 anos, para estudar na faculdade...


Sim, é ele mesmo, uma criança. Falaram que ele estava tenso no início, pois era a primeira vez que tocava em um festival. Pude conversar depois com ele e o músico que o acompanhou. Ele parecia agitado como uma criança feliz. Tinha dado tudo certo.

Ele tocou no bem finalzinho da tarde.



Boa sorte, menino.

Agora era a vez de André Christovam e Cassio Poletto.




O Duofel subiu de novo no palco para tocar junto com o André Christovam.


Eu tive que sair antes do final, pois tinha que me preparar para os shows da noite.

Última volta, Palco da Matriz. Desta vez cheguei antes do show, e não acompanhei a Oleans St. Jazz Band, que como de costume, trouce uma "procissão" para a "missa do Jazz".



Aqui aconteceu a segunda troca de ordem de programação em relação ao panfleto que recebi. Entrou Yael Naim antes do Leroy Jones.

Foi um show muito legal, e ela tem um vozeirão. Aliás, este é um pré-requisito para cantar Jazz.

Ela começou tocando piano e cantando. Depois foi para o meio do palco para cantar e tocar violão.






Depois foi o penúltimo show do festival, Lery Jones Quintet.







A trompetista de vez em quando saía do show, e cheguei a vê-la nos bastidores. Estranhei um pouco quando ela pegou o celular, até que saquei o que ela estava fazendo.


Ela fazia suas fotos de lembrança durante as músicas nas quais ela não tocava. Aliás, acho que saí nesta foto.

Depois entrou a Yolanda Windsay.




Eu já falei que nem sempre a melhor foto está na sua frente. Um fotógrafo tem que estar atento ao que acontece por volta. No meio da música "What a Wonderful World" uma pequena brecha se abriu na multidão e vi uma cena. Eu estava com a teleobjetiva, então tinha chance de aproveitá-la. Me preparei, e quando a brecha se abriu, a luz parece ter também conspirado à meu favor. Capturei esta imagem abaixo:


Peguei o casal dançando juntinho.

Gostei muito do show.

Reta final, o show da Zélia Duncan:










O show foi sensacional. Tirei muitas fotos. Ela tocou vários instrumentos, agitou, pulou etc.

E para o bis, ela convoca a participação de André Christovam.




O bis foi de duas músicas, a primeira com a participação dela, e a segunda sem a participação dela, e foi bem Rock.




Foi um show de encerramento muito bom. Adorei, e fotografei muito.

Depois conversei com o André Christovam, e enviei por e-mail 3 fotos que ele escolheu. Ele já agradeceu as fotos.

Finalizando

O Festival foi muito legal, como sempre. Vale a pena assistir. A cidade enche de gente legal.

A maioria dos músicos são legais, ficam depois ou chegam antes para assistir os shows dos outros (quando não chegam a participar), sorriem, tiram fotos, brincam etc. Parece que alguns empresários é que são mais chatos. Em um dos shows, acho que foi com o empresário mais chato, o grupo teve o seu próprio engenheiro de som, ao invés de trabalhar com o pessoal de som local. Para piorar, tinha um problema de comunicação por ele não falar português. O show teve um chato problema de reverberação sons de baixa frequência, pois parece que o engenheiro de som deles nunca tinha trabalhado com uma tenda com a geometria, e feita com os materiais de construção, na qual era feita a tenda do show. O pessoal local estava acostumado, pois foi a mesma tenda usada nos dois anos anteriores, e em muitas outras festas locais, inclusive na Festa do Divino deste ano (Aliás, foi montada antes da Festa do Divino e desmontada depois do Bourbon.).

A Zélia Duncan chegou na hora do show dela, e saiu rapidinho logo depois. Talvez medo de muito assédio, por ser bem famosa no Brasil, bem mais do que os outros, e isto gerar alguma confusão. Certamente muita gente veio pensando no show dela.

A luz do show estava maravilhosa para quem soubesse explorá-la, mas para quem não soubesse, quem não sabe manter "rédeas curtas na câmera", não tenha prática em fotografar com luz de show etc, estava muito fácil estourar. Vi fotos maravilhosas de outras pessoas com boas partes estouradas. Aliás, a roupa da Zélia Duncan era muito fácil de estourar.

Uma dificuldade que eu tive foi não conhecer bem as bandas, os shows, as músicas, os participantes etc. Isto impede o planejamento, como, por exemplo, eu vi a Fernanda Porto assistindo o show na escada de acesso ao palco esperando a hora dela entrar, e não fotografei (Passou pela minha cabeça, mas eu não sabia que ela ia entrar, e teria sido uma foto legal.). Pensei que fosse só alguém assistindo o show dos bastidores, como é comum. Se eu tivesse feito o meu trabalho de casa, pesquisado sobre as bandas e os músicos, visto vídeos no Youtube etc, eu saberia bem mais o que fazer e esperar dos shows. Isto serve como lição, não só para mim, como para qualquer pessoa que vai fotografar um show, e também para as que acham que trabalho de fotógrafo é fácil.

Uma vez li que um fotógrafo também fotografa com toda a bagagem cultural que carrega. Isto é uma grande verdade. Eu posso ser um bom fotógrafo de shows no aspecto técnico, ao saber enquadrar, usar a luz, não ser enganado na fotometria etc, mas tenho que aumentar a minha cultura musical para transcender, ir além, do aspecto técnico da fotografia. Eu sinto que fotografo momentos melhores quando conheço a música, a banda etc. Isto leva a entender que fotógrafos de shows podem vir a se especializar em tipos de shows e estilo musical.

Eu gostaria de um dia acompanhar a turnê de uma banda que eu gostasse, fazendo blog disto, e fotografando os locais que eles passassem, os pontos legais das cidades etc.

Sei que muitos de vocês devem estar querendo o prometido bis das fotos, então se deliciem com o álbum do Picasa com mais fotos. São 259 fotos, menos de 10% do que fiz. São as que mostrei acima e mais um bando que não mostrei acima.

Abaixo o slide show, que infelizmente exige flash. Sei que é cafona usar flash na era do HTML 5, mas é o que o Picasa oferece.


E abaixo a galeria de fotos sem a necessidade de Flash Player:

Bourbon Festival Paraty 2012


E desculpem a demora no artigo, mas queria fazer algo legal, e tinha que filtrar e escolher as fotos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário