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Sou viciado em computação, Internet e Fotografia. Morei por quase 6 anos, e ainda frequento, Paraty. Sou usuário de softwares Open Source, tendo dado algumas contribuições em diversas ocasiões.

domingo, 20 de setembro de 2015

Testando uma Micro-NIKKOR 55mm F2.8 Ai-S

No final de Agosto comprei a minha primeira lente de macro para a minha câmera Nikon. Como uma boa parte dos meus acessórios de fotografia, ela é usada. Antes, se eu tivesse que fazer fotos de coisas pequenas, eu só podia usar a minha ultra zoom, a minha Lumix FZ28 antiguinha.

Mostrando a lente na sua posição mínima de foco, e aparecendo também o gancho para os Photomic pré 1977, as posições de abertura e a descrição dela.

Eu pretendia arranjar alguma flor, ou algo parecido, para fazer os testes, mas a "divina providência" (e eu sou ateu) me providenciou algo "mais másculo", algo bem mais "coisa de homem" para fotografar do que florzinhas. E também menos cliché. Tal como a bolinha amarela, usada em 3 artigos (Obturador de cortina e sincronismo de flash, Fotografando MRUA - Planejamento e Fotografando MRUA - Execução), achei um carrinho de brinquedo no meu jardim. (kkk)

F32, 30 segundos de exposição.

A lente que comprei, pelo número de série, foi fabricada antes de 2005, talvez por volta de 2000, mas este modelo foi lançado em 1979, e é fabricado até hoje, segundo esta lista.

Todas as dificuldades inerentes à fotometria e ao foco descritas no artigo sobre a 50mm Ai-S na D90 se aplicam, ou seja, foco manual, fotômetro inoperante etc. Algumas câmeras digitais mais sofisticadas, e uma grande maioria das mecânicas, não tem problemas no fotômetro, pois são capazes de ler a abertura da lente pelo sistema Ai.

Senti um problema na lente, pelo menos no meu exemplar. O anel de abertura é menos duro para girar aumentando a abertura do que diminuindo.

Outra coisa que aprendi. A distância de foco não conta desde o elemento frontal da lente, pelo menos nesta lente, e sim, desde o plano do sensor/filme. As fotos foram feitas com 30 cm de distância, segundo a gradação de foco, mas a lente estava muito mais perto do que isto. Esta parecia ser a distância do plano de foco para o sensor.

Como foram feitas as fotos do carrinho. Note como está perto. Foi sim em um estúdio improvisado, mas menos do que este aqui.

Achei a história desta lente no site da Nikon, dividida em duas partes, mas ainda não li. Está em inglês (parte 1 e parte 2).

O UFRaw conhece esta lente, mas como não tinha informação dela no EXIF da foto, eu tive que escolher à mão. Segundo o modelo de distorções, a correção foi muito pequena. Só fiz os ajustes de distorção, equilíbrio de branco, aumento em um ponto a exposição e corte de aparas. Não modifiquei nitidez e nada do gênero.

Abaixo estão as fotos feitas com cada uma das aberturas da lente (exceto a já mostrada acima), para apreciarem melhor.

F22, 15 segundos de exposição.

F16, 8 segundos de exposição.

F11, 4 segundos de exposição.

F8, 2 segundos de exposição.

F5.6, 1 segundo de exposição.

F4, 1/2 segundo de exposição.

F2.8, 1/4 segundos de exposição.

Parece uma boa lente para fotografar coisas pequenas, como jóias, florzinhas e carrinhos de brinquedo.

Estas pequenas diferenças na exposição me incomodaram. Suspeito que sei a causa. Pode ser algum problema com a iluminação, já que não era uma fonte de luz com alguma estabilização (era a lâmpada do teto), mas pode ser algum problema na lente.

E acho que o sensor da minha câmera precisa ser limpo de novo. Estou vendo problemas de F11 até F32. Ela é uma excelente lente para expor sujeiras de sensor, pelo que percebi.

Abaixo mais algumas fotos feitas da lente.

Como ela fica com o foco no infinito. É a posição mais curta.

Foco no infinito de novo, por outro ângulo, com as tampas.

Por trás. (Eu sei, está torta na foto.)

Extras

O Google criou, por conta própria, uma animação com as imagens do carrinho.

Aqui pode-se ver bem a mudança da profundidade de campo das fotos em diferentes aberturas.

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